domingo, 8 de dezembro de 2019

Dia 18/10/2019

8º Aula
Escola Estadual de Ensino Fundamental Cel. Alvaro de Moraes
Supervisora: Prof. Agata Tejada
Coordenadora: Ms. Marli S. Carrad Sita
Turma: 4º ano
Turno: Manhã
Horário: 08:30hs às 11:30hs


Mais um dia de aula, de ensaio, e este é ultimo ensaio antes da apresentação.
Chego na sala, arrumamos as classes, o grupo dos seis, que não querem se apresentar ficam com a profe. Camila, eu com os pequenos alunos/atores. Prontos para ensaiar, assim iniciamos. Com o mesmo entusiasmo de sempre, alegria, diversão.  


Encerramos esse dia de aula, com abraços, e muitas expectativas. 

sábado, 7 de dezembro de 2019

Dia 17/10/2019

8º Aula
Escola Estadual de Ensino Fundamental Cel. Alvaro de Moraes
Supervisora: Prof. Agata Tejada
Coordenadora: Ms. Marli S. Carrad Sita
Turma: 4º ano
Turno: Manhã
Horário: 08:30hs às 11:30hs


"O conjunto destes "pressupostos do ato de recepção" ou "sistema de pré-condições receptivas" parece ser um elemento bastante importante ao se pensar a relação da educação com a constituição de identidade de espectadores, ou uma possível pedagogia de espectador mediadas também pela escola e pelo professores. Assim como são as mediações culturais.
São assim definidos os pressupostos de De Marinis(2005)
a)      Conhecimentos gerais (teatrais e extra teatrais) do espectador.
b)      Conhecimentos particulares (informações prévias sobre o espetáculo, do artista, ou contato com para textos teatrais)
c)      Metas, intenções e expectativas (em relação ao teatro em geral)
d)      Condições materiais da recepção
e)      As relações dos espectadores entre si.”
TAÍS FERREIRA

O cansaço mental, tomava conta dos meus pensamentos neste dia. Estava stafada por tantos compromissos na Universidade, mas tinha que terminar o que comecei. Lembrei do que o médico havia dito, que não poderia exigir muito do meu intelecto com probabilidades de um novo coagulo se formar. Mas meu amor pelo teatro, e pela educação, são armas poderosos nestas horas, elas não me deixam desistir. Aliás desistir dos meus objetivos de vida nunca fez parte da minha vida. Sou determinada. 
Esta turma, do 4º ano, é muito especial, todos são muito criativos, até de mais, por isso, enquanto estamos no processo, procuro abordar assuntos de convivência mutua. Aparentemente eles se dão bem, mas é visível as diferenças. Tem o grupo da elite, tem o grupo da classe média, tem o grupo da classe média baixa, e tem o grupo dos menos favorecidos. Eles, claro não sabem destas diferenças, mas eles se reúnem desta forma, por afinidade sem perceber. Por isso, eu dividi os grupos de trabalho. A princípio eles fazem cara de descontentes, mas ao longo do processo isso foi caindo, e hoje eles convivem bem; não perderam seus vínculos de amizade com o grupo de afinidade, mas fizeram um novo amigo. Para tanto eles precisaram quebrar o medo de conhecer o desconhecido.
Iniciei a aula, com aquecimentos, alongamentos, e iniciamos o ensaio. A aula se limitou a isso, repetir, repetir, repetir, até ficar bom. E ficou. Dúvidas, sobre como melhorar a cena, foram sendo colocadas, e muitas foram agregadas. A construção de cena deles, foi bem realista, para provocar sua criatividade fui colocando objetos diferentes nas cenas, e aí começou o “Faz de Conta”. Todas as cenas precisavam de acessórios de cena, e enquanto eles pensavam num rato de tecido eu peguei uma folha de papel, esmaguei e joguei no chão, e disse “Este é o nosso rato. Ok?” Eles só olharam, mas fizeram a cena com aquele rato improvisado.  
E assim todas as outras cenas se sucederam. O casaco da professora virou cobertor, uma pilha de livros virou travesseiro, o espaço virou um quadro negro, e assim foi.
Encerrei nossa aula, como sempre num abraço bem apertado, que era o que eu precisava naquele dia.



Dia 16/10/2019

7º Aula
Escola Estadual de Ensino Fundamental Cel. Alvaro de Moraes
Supervisora: Prof. Agata Tejada
Coordenadora: Ms. Marli S. Carrad Sita
Turma: 4º ano
Turno: Manhã
Horário: 08:30hs às 11:30hs


Como na semana das crianças não pude dar aula, resolvi colocar minhas leituras em dia. Li os textos indicados pela Mest. Marli, nossa orientadora do PIBID.  Algumas citações chamaram minha atenção:

Desse modo, aquilo que reconhecemos como cotidiano passa a ser reorganizado e revisto pelo teatro que invade o palco, que é a própria cidade. Nessa invasão, nessa ocupação, nesse instalar-se, repentinamente, quebrando o ritmo e o fluxo já estabelecido e instaurado como regra do cotidiano, o teatro se apresenta como uma ruptura daquilo em que nos habituamos. É como se um cabo se rompesse, um fio se desencapasse, um cano estourasse, como se houvesse uma explosão, só que de imagens e signos. Algo se corta, alterando esse fluxo, alterando a urgência dos tempos, suas velocidades e ritmos. Faz necessário então relacionar aquilo que, dentro dessa perspectiva, Jorge Dubatti vai apontar como sendo a base do teatro: um convite ao convívio.
Gabriela Cunha Greco

“Sessenta anos atrás, eu sabia tudo. Hoje sei que nada sei. A educação é a descoberta progressiva da nossa ignorância.” Will Durant

 “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou construção”. Essa frase me faz pensar em tantas formas de criar possibilidades para as crianças poderem adquirir conhecimento da própria experiência vivida, e da construção que ela faz consigo e com o grupo que interage com ela. FREIRE, Paulo         

“Ensinar não e transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.” FREIRE, Paulo

Nestes pensamentos, e tomando por base minha experiência pessoal como professora de teatro/atriz, me dirigi a Escola Álvaro Moreira, para continuar o projeto da Chapeuzinho de Todas as Cores. Todos os dias haviam surpresas nas aulas, avanços, com um ou outro aluno. E é isso, essa mudança pessoal que gera força e esperança, na minha alma, leva meus pensamentos e objetivos de vida a renovação diária. Um sorriso espontâneo, um abraço espontâneo, uma gentileza aqui outra ali, uma ação espontânea por qualquer motivo que seja ela deve ser sincera.  Pude ver no olhar do espectador (aluno)o respeito e não mais a brincadeira. Acredito que não tenha nada melhor que ver resultado em algo que você se dedicou, e eu me dediquei muito, até quando tive que solicitar disciplina no comportamento ter aquelas conversas chatas sobre fazer silencio, respeitar o colega e tudo mais, mas eu aprendi, aprendi como levar as coisas, como cativar o aluno, e como me divertir em uma sala de aula.
Nesse espírito, entrei em sala de aula, todos prontos, para ensaiar as cenas para a apresentação no dia 25 próximo, a Música da Chapeuzinho de Todas as Cores estava na boca de todos. Cantavam com toda a força, animados. Uma divergência aqui, outra ali, mas no fim tudo de acordo. As perguntas, “Profe trouxe meu chapéu?” “Profe. essa blusa serve?” “Profe essa saia ta boa?” o figurino, o ensaio das cenas, foram tão alegres, espontâneos, sinceros, e com toda a liberdade possível, as escolhas foram todas deles. Eu só ensinei o caminho, e tudo flui.  
Não fiz aquecimento nem alongamento neste dia. Pois como o tempo estava limitado rinha que acelerar. Mas no processo de encenação, fui incluindo algumas propostas de jogos teatrais, para que eles mesmo encontrassem suas respostas. Nestes Jogos, quem não queria se apresentar jogava, e também fazia suas descobertas: Ex: A, 11 anos, veio de outra escola, muito tímido, e passando por alguns problemas familiares, ele chegou baixinho e disse: Profe. Não quero me apresentar, a “Prof. Camila quer me obrigar, mas eu não quero. Mas gosto de brincar.” Eu respondi: “Se tu não quer se apresentar, não vai. Pode deixar. Mas o que tu aprendeu até agora, A?”  Ele respondeu: “Perdi o medo de falar com os colegas, e com a Profe. Camila. Estou gostando de ver os colegas cantar, e fazer as cenas, mas ainda tenho muito vergonha.” Percebi que mesmo ele como plateia, agregou sobre suas ações um aprendizado que vai só crescer, tenho certeza, e libertar ele no momento certo de todos os medos.
Organizada a peça toda, início, meio e fim, figurino resolvido, sonoplastia impecável, no fim da aula, todas as classes estavam no lugar, todos sentados, pedi que respondessem algumas perguntas, uma pequena provinha, que vou anexar a este blog no fim.

Assim, encerrei minha aula com nosso abraço.













terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Dia 14/10/2019

6º Aula
Escola Estadual de Ensino Fundamental Cel. Alvaro de Moraes

Supervisora: Prof. Agata Tejada
Coordenadora: Ms. Marli S. Carrad Sita

Turma: 4º ano
Turno: Manhã
Horário: 08:30hs às 11:30hs


Dia 10/10/2019, seria o dia marcado para mais uma aula de teatro, no entanto fui comunicada pela Profe. Camila que eles teriam uma semana de comemorações do Dia da Criança, a aula ficou transferida para a próxima semana. Na semana seguinte teria que recuperar 3 aulas, combinei com a Profe. Camila, que daria aula dia 14, 16, 17, 18 e  dia 25 seria o dia da apresentação. 

Assim, retomando as aulas de teatro, cheguei, todos correram para mim, com saudades. A sala já estava arrumada, para iniciar a aula. Agradeci a Profe. Camila pela força. Primeiro o alongamento, depois o aquecimento, com o Jogo do Número, cada um recebe um numero, quando eu chamar o número a criança que o tiver tem que gritar e desmaiar, o colega da esquerda e o colega da direita correm para ajudar. E assim continua o jogo. Em círculo. Repeti três vezes este exercício e logo joguei o foco para a montagem das cenas da peça.

Cada um com seu grupo: cor-de-rosa, amarelo, preto, verde e branco. Cada cor representa um medo: Medo de falar com quem se gosta, medo de rato, de altura e de pesadelos, medo de escuro, medo de competição e medo do primeiro dia de aula. Jogamos o Jogo Teatral Eu não sou mais eu. Este, tem o foco na atuação do ator. Tiramos o foco do texto e jogamos o foco na criação do personagem, com exercícios de biomecânica. Andar pelo espaço, dar um nome para o personagem, e as minhas solicitações são: Invente outra maneira de andar. Crie um olhar. Muda a voz. Pare cumprimente o colega como se fosse o personagem. Vá dizendo seu texto se souber de cor. 

Infelizmente o tempo é nosso inimigo. Encerrei a aula com o abraço coletivo.







Dia 26/09/2019 e 03/10/2019

Este dia não pude ir ministrar a aula programada, pois passei mal de madrugada, fui parar no hospital as 4:30hs. Neste mesmo horário avisei minha Orientadora Mest. Marli C. Sitta, avisei minha Supervisora Profe. Agata Tejada da Escola Alvaro de Moraes, avisei a Profe. Camila. Infelizmente tive que ficar afastada por 11 dias, conforme atestado médico, para fazer exames e descobrir o porque do sangramento de nariz que demorou a parar. O diagnóstico um quase aneurisma. 

Dia 19/09/2019

5º Aula
Escola Estadual de Ensino Fundamental Cel. Alvaro de Moraes

Supervisora: Prof. Agata Tejada
Coordenadora: Ms. Marli S. Carrad Sita

Turma: 4º ano
Turno: Manhã
Horário: 08:30hs às 11:30hs


Sabemos que as crianças estão em constante desenvolvimento e que o teatro serve para eles como uma forma de aprimorar a criatividade, suas habilidades e é por isso que existe vários estudos e teorias que apoiam o uso do teatro na escola.

Pode-se dizer que a criança não se desenvolve plenamente sem fazer a arte do teatro, de uma ou de outra forma a criança representa com o teatro muitas de suas aventuras e assim desenvolve seus conhecimentos e suas habilidades. Por isso “a arte tem sido proposta como instrumento fundamental de educação, ocupando historicamente papéis diversos, desde Platão” (PCN, 1993, p. 83).
Pensando assim, hoje vou para escola com o plano de aula focado nos medos das crianças ou os seus lobos, a influencia desses e a solução para saná-los. Antes de iniciar a aula, nossa canção de cumprimento aos colegas, arrumação da sala para transformar a sala num palco, cobro as cenas dos medos escolhidos que foram: O escuro, Medo de falar com quem se gosta, Dia de competição e O primeiro dia de aula. As questões a serem resolvidas eram: O que sinto no escuro? O que vejo no escuro? Como representar o medo? 
As cenas exigiam uma dramaturgia escrita, eles entregaram suas dramaturgias ou melhor seus textos, apresentaram suas cenas . Após apresentarem, pedi que repetissem um por vez, e iniciei a direção. Cada experiencia possui caráter único, pois mesmo que se repita uma mesma ação várias vezes, a cada repetição uma experiência nova está sendo vivenciada, uma vez que as experiencias estão repletas de sensações, e segundo James, em seus estudos realizados na obra Princípios de Psicologia(1980): 
Cada sensação corresponde a alguma ação cerebral. 
Para uma sensação idêntica ocorrer, teria de ocorrer 
uma segunda vez em um cérebro imutável. 
Mas como isso, falando estritamente, é uma 
impossibilidade filosófica, também é impossível 
uma sensação imutável, pois para toda 
modificação cerebral por menor que seja , 
deve corresponder uma mudança de igual
 valor na sensação que o cérebro produz.
 (JAMES, 1974 (1980), p.55)
Cada cena, foi repetida várias vezes , e fui sugestionando minha concepção, algumas idéias eram aceitas outras não. A construção da cena melhorada foi em conjunto. Enquanto eu orientava as crianças em suas cenas, alguns foram percebendo que o Lobo representava o medo, então A, 10 anos, colocou "Profe. agora eu sei porque existe um bolo com a cara do lobo no final das cenas!", eu respondi: "É , e qual é o significado?" Ele responde: "O Bolo com cara de lobo representa o medo superado! Aí a gente como o medo e ele morre!". "É isso mesmo A, obrigado por esclarecer esta incógnita."
Para encerrar a aula, já com as mesas reorganizadas, finzinho da aula eu questiono os alunos: Gente se o medo é o bolo com cara de lobo, e no fim a gente come ele, o que esta atitude significa?
Foi uma avalanche de respostas, todos levantaram a mão para falar. Tive que escolher uma só , pois todos tinham a mesma resposta. S, 10 anos, "Profe. significa que a gente tem que enfrentar o medo e transformar em coragem." 
Encerrei a aula com nosso habitual abraço coletivo. 

Dia 12/09/2019

4º Aula
Escola Estadual de Ensino Fundamental Cel. Alvaro de Moraes

Supervisora: Prof. Agata Tejada
Coordenadora: Ms. Marli S. Carrad Sita

Turma: 4º ano
Turno: Manhã
Horário: 08:30hs às 11:30hs


Uma das propostas da Educação Infantil é integrar e estreitar a relação de afeto e comunicação entre as crianças, promovendo um convívio social sadio e harmonioso.A dramatização enriquece a aprendizagem, desenvolve a linguagem oral e corporal, contribui na socialização e no crescimento cultural das crianças.

Pensando assim, inicio mais um dia de aula na escola Alvaro Moreira, para os meus pimpolhos do 4º ano. Hoje é dia de decisões, vou trabalhar a empatia, a gentileza e as diferenças. 

Para iniciar cantamos nossa canção Bom dia amigo, que eles amam. Até então tenho permitido fazerem duplas por sua livre escolha, hoje eu escolho as duplas. As cenas de improvisação sobre ações de família, também foi da escolha deles, hoje eu formo os grupos para iniciar as encenações da Chapeuzinho de Todas as Cores. Como havíamos combinado no primeiro dia de aula, teríamos um dia de gentilezas, e hoje é o dia. 

Já na musica de saudação, troco as duplas, e a gente ouve "Ai, profe. ...." algumas vezes. Também visualizo a rejeição estampada na carinha de alguns e braços cruzados, evitando se tocar (Explico: na música Bom dia amigo todos tem que se dar a mão em cumprimento.),  peço stop, e pergunto o porque daquela atitude e a resposta foi: "Profe. ele não é meu amigo, ele é só meu colega!" Eu pergunto "Tu sabe a diferença de amigo para colega?" Resposta? "Não profe. o meu pai diz isso pra mim." Eu respondo: "Sim, teu pai não está errado, o amigo é aquele que a gente tem afinidade e simpatia , que é companheiro, o colega é aquele que trabalha contigo, está na mesma sala de aula mas não convive contigo, só em alguns momentos, como agora. Isso não significa que ele é uma pessoa má, ou diferente de ti. Somos todos iguais." E cantamos novamente o Bom dia Amigo, com todos se cumprimentando.

O aquecimento foi o Jogo do Pandeiro, a cada toque no pandeiro trocam de ação. Todos pelo espaço, um toque todos sentam e fazem uma careta, 2 toques fazem uma ação, 3 toque dão gargalhadas, 5 toques fazem uma roda. Na roda um toque fazem uma ação orientada por mim, dois toques jogam o jogo do corifeu, um aluno faz a ação e todos tem que copiar, assim que todos copiarem troca o corifeu. Este jogo exigiu atenção e muita criatividade na improvisação. Todos se saíram muito bem na direção, tanto que ao fim do jogo queriam mais.  Mas infelizmente o tempo é curto, e precisávamos tomar algumas decisões.

Todos sentados em suas classes, que já havíamos colocado no lugar novamente, peço que escrevam em um papel qual o personagem dos vídeos da Cahpeuzinho de todas as cores haviam se identificado, e todos entregaram os papeizinhos. Muitos lobos, várias chapeuzinhos, alguns figurantes. Como a turma era de 31 alunos , dividi em grupos de 6 alunos, no entanto seis alunos haviam dito que participariam das aulas, mas não queriam se apresentar. Deixei a vontade pois não se obriga ninguém a fazer teatro, estes entram no jogo no momento que quiserem. Entreguei à eles os títulos dos videos que achei relevante , pois seriam 13 apresentações, no entanto o tempo de ensaio era curto, então reduzi para seis títulos. Todos aceitaram sem reclamar, estavam eufóricos para se apresentar. Não podia deixar aquele vontade de ir ao palco passar em branco. 

Bem personagens separados, grupos divididos, figurino, resolvido, cenário ficou por minha conta, sonorização também. Decisões tomadas em conjunto. Para este dia só faltava uma coisa. Analisar se todos haviam sido gentis com os colegas e amigos. Um por um foram relatando suas gentilezas, os que tinham e os que não tinham também. Um aluno disse "Profe. eu emprestei meu apontador ao amigo quando ele pediu, mas ele não pediu por favor, e nem me agradeceu!" Eu pergunto para o amigo: "Porque não foi gentil com seu amigo?"
Ele respondeu"Profe. ele é meu amigo, não preciso falar assim com ele". Respondo: "Aí tu estás enganado! Não é porque ele é teu amigo, que não precisas falar com ele assim, bem pelo contrário é por ele ser teu amigo que tu tens que falar com ele desta forma. Gentileza, gera gentileza." Desta colocação gerou-se um falatório, todos queriam reclamar de alguém, da mãe, do pai, do irmão, da tia, do primo, do colega, etc....

Neste clima, encerrei a aula com um abraço coletivo.